5 de jan. de 2015

Prece de aceitação.


Se eu pudesse, Jesus,
Queria estar contigo
Para ser a esperança realizada
De quem vai pelo mundo, estrada a estrada,
Entre a necessidade e o desabrigo...
Desejava seguir-te, humildemente,
Sem méritos embora,
Para erguer-me em consolo de quem chora
Mostrando o coração enfermo e descontente.
Queria acompanhar-te nos recintos,
Onde a dor leciona e aperfeiçoa
A fim de ser conforto junto dela
E, manejando a frase terna e boa
Afirmar como a vida é grande e bela!...
Se pudesse, Senhor,
conversaria com todas as crianças
Para dizer que não te cansas de criar alegria...
E seria feliz ao converter-me em modesto recado,
Informando, Jesus, a todos os velhinhos
Que nunca estão sozinhos, porque segues
conosco, lado a lado...
Se dispusesse de recursos, queria ser a vela
pequenina, acesa no clarão do sol que levas,
de modo a socorrer aos que jazem nas trevas,
Fugindo sem razão, da bondade Divina...
Entretanto, Senhor, sei das deficiências
que carrego... Venho a ti como estou,
por isto mesmo rogo:
Não me deixes a sós por onde vou...
Se não posso, Jesus, ser bondade, socorro,
paz e luz,Toma-me o coração e,
perdoando a minha imperfeição,
Esquece tudo o que meu sonho almeja e
ensina-me Senhor,
Com o teu imenso amor, o que queres que eu seja.
Maria Dolores
Psicografia de Chico Xavier


20 de abr. de 2011

Pedi e obtereis.

Cap. XXVII O Evangelho segundo o Espiritismo.

Para iniciar este capítulo Kardec usou passagens bíblicas de S. Mateus, S. Marcos, S. Lucas. Onde podemos ver as seguintes qualidades da prece: em segredo, sinceridade, poucas palavras, perdão, coração purificado, humildade.

A prece, oração, é uma transmissão de pensamento.

Quem ora, ora a alguém ou algo.

O pensamento é uma energia que se movimenta pelo impulso da vontade.

A minha vontade, impulsiona o meu pensamento na direção que eu o enviar.

Ex. : quando uma mãe ora por um filho,

quando oramos pelo planeta.

Todos nós estamos imersos no F.C.U. ( fluido cósmico universal) e nele o pensamento se propaga, como pelo ar se propaga o som de um trovão cujo raio caiu distante, eu não o vejo, mas posso ouvi-lo ribombar.

Também podemos dirigir a nossa oração a Deus, aos seus espíritos mensageiros, a Jesus, aos espíritos que nos são familiares, protetores e amigos.

Neste momento, como nos diz Kardec “ o homem chama para si o concurso dos bons espíritos.”

Quando S. Mateus diz “ o Pai sabe do que necessitais”, não diz que não precisamos orar.

É um alerta para que saibamos o que conversar com Deus.

O Senhor age conosco como um pai que nega ao filho algo que não será útil para seu crescimento, para sua evolução.

Quando oramos podemos fazer três coisas:

-pedir

-agradecer

-louvar

Louvar quer dizer elogiar, exaltar, bem dizer e glorificar. ( glorificar- prestar homenagem a...)

O que fazemos mais?

Jesus orava, e deixou orientações para quando fossemos orar.

Ele orava sozinho quando se retirava, orava junto aos amigos e ás multidões.

E orou no suplício....por nós.

Jesus orava em qualquer lugar e a qualquer momento, e Kardec coloca no final do capítulo duas instruções dos espíritos quanto a maneira de orar e a alegria da prece.

Sobre o momento, a hora, o local para se orar e sobre as doces alegrias que descem sobre nós no momento da oração pura e sincera.

Neste momento precioso em que o nosso pensamento dirigido pela vontade do amor e da fé do nosso coração encaminha-se ao amor e á bondade do Criador, descem sobre nós uma chuva de bênçãos que nos cobre e se espalha sobre a Terra.

É a Bondade Divina fluindo do seu manancial de Amor, bálsamos de saúde e paz.

Então somos invadidos pela alegria, pelo bem estar, uma leveza e uma paz nos envolve.

Segundo Sto. Agostinho “A prece é filha primogênita da fé.”

Que a Paz do Senhor esteja com todos nós. Elaine

Texto de apoio: O Livro dos Espíritos

Cap. II Lei de adoração – perg. 651.

24 de mar. de 2011

Buscai e achareis – E.S.E. Cap. XXV

Vivemos em sociedade e partilhamos experiências diferentes com diversas pessoas.Estas riquezas de experiências nos levam a inúmeros aprendizados.Como ninguém é igual a ninguém, convivemos com uma diversidade enorme. (matemática)

Aos poucos vamos desenvolvendo espírito de tolerância, compreensão, respeito.

O autor do texto Espero que você seja...brando, faz uma comparação de que somos como portas, e diz que devemos ser gentis e brandos ao bater a uma porta.Conforme batemos a uma porta é que demonstramos quem somos e então veremos se elas vão se abrir ou não para nós.Ex. se eu esmurrar a porta de sua casa, você não a abrirá para mim, não é?!E no final do texto, ele nos sugere: por isso bata mansamente.

Seguindo o texto do evangelho, ele nos fala:

Do trabalho como alavanca do progresso ( o que podemos observar na história da humanidade e seu desenvolvimento progressivo em todos os setores, nas relações sociais, na medicina, na tecnologia, etc.),

Nos fala também da reencarnação, sem a qual teríamos que reiniciar nosso desenvolvimento diária e constantemente,

Nos fala que somos responsáveis por nossas obras, temos o mérito e a recompensa por cada um.

Kardec questionou os espíritos quanto à possibilidade de intervirem e auxiliarem os homens nos intercâmbios com a espiritualidade; e estes deixaram claro que podem sim nos oferecer auxílio, mas que não intervém nem fazem nada em lugar de outra pessoa para que ela seja merecedora de colher os frutos de seu plantio.

Ler o item 5.

Como bater à porta?

Jesus disse: batei e se vos abrirá.

Para isso precisamos de confiança, fé, humildade.

Ler o poema de Rabindranath Tagore do livro Pássaros Livres, capítulo X. (sobre confiança)

O que faltou a este homem?

O Senhor estava ali. Ele sempre está conosco. Especialmente nas horas difíceis.

Ler o início do Salmo 40, que nos fala da confiança no Senhor.

Textos de apoio:

Buscai e achareis Cap. XXV itens do 1 ao 5 do Evangelho segundo o espiritismo.

Espero que você seja...brando de Joamar Zanolini Nazareth.

Do livro Pássaros Livres de Rabindranath Tagore psicografado por Divaldo Pereira Franco, capítulo X.

Inicio do Salmo 40.

25 de fev. de 2011

A verdadeira propriedade.

Do capítulo XVI do Evangelho segundo o Espiritismo, instrução do espírito Pascal.
Estudando este item, do referido capítulo, faremos as seguintes observações:
A cerca de 400 anos antes de Crito, Esopo nos conta a fábula A cigarra e as Formigas, onde as trabalhadoras formigas incansávelmente buscam grãos no bosque todos os dias e no caminho passam por uma cigarra que leva os dias a cantar.
Com a chegada do inverno e não podendo mais cantar, a cigarra busca abrigo e chega ao formigueiro, pedindo abrigo e alimento.
As formigas perguntam, o que ela fizera durante a primavera enquanto elas trabalharam armazenando grãos para o inverno?
E a cigarra responde: _ Cantei!
E as formigas rebate: _ Pois agora dance! E fecham a porta.
Esta fábula foi recontada inúmeras vezes, e recentemente, Monteiro Lobato nos brinda com sua versão, onde após o apelo da cigarra por abrigo e alimento, as formigas respondem amavelmente que abrigarão aquela que cantava enquanto elas trabalhavam e com sua música enchia seus corações de força e alegria para o desempenho de suas tarefas. E convidam a cigarra para se aquecer e alimentar dentro do formigueiro.
Podemos observar a diferença entre as duas narrações, e que após a vinda do Cristo, a fraternidade e a solidariedade encontraram seu espaço em uma narrativa.
Mas não há erro em uma e acerto na outra. Enquanto um estimulava o trabalho, o cultivo da inteligência como alavanca do progresso, muito necessários a mais de dois mil anos atrás; o outro nos mostra a importância da caridade, o cultivo das virtudes, o desapego aos bens materiais, como no texto de referência " A verdadeira propriedade".
Precisamos muito uns dos outros para progredirmos; quantas vezes não somos amparados,
orientados, curados, auxiliados, de maneiras tão discretas que nem nos damos conta?!
Nos auxiliamos mutuamente, somos todos integrantes da grande orquestra da vida!
E assim vamos cultivando boas sementes em nossos corações, e quando partirmos desta vida, levaremos as mãos cheias de bens. Não os materiais, que ficam na Terra, mas os bens do coração.
De que nos adiantaria, fazer como a formiga, ter abrigo, mesa farta, mas ter o coração vazio de amor?!
Só abastecer-se de alimentos para o corpo e não para a alma?!
O espírito Pascal nos faz um convite, para adquirirmos mais bens imperecíveis.
Cultivando a inteligência: trabalhando, estudando, aprendendo coisas novas.
E cultivando os bens morais: fazendo o bem em todas as oportunidades possíveis.
Contribuindo com o Progresso, com a Paz, com o Amor e com Jesus.