25 de fev de 2011

A verdadeira propriedade.

Do capítulo XVI do Evangelho segundo o Espiritismo, instrução do espírito Pascal.
Estudando este item, do referido capítulo, faremos as seguintes observações:
A cerca de 400 anos antes de Crito, Esopo nos conta a fábula A cigarra e as Formigas, onde as trabalhadoras formigas incansávelmente buscam grãos no bosque todos os dias e no caminho passam por uma cigarra que leva os dias a cantar.
Com a chegada do inverno e não podendo mais cantar, a cigarra busca abrigo e chega ao formigueiro, pedindo abrigo e alimento.
As formigas perguntam, o que ela fizera durante a primavera enquanto elas trabalharam armazenando grãos para o inverno?
E a cigarra responde: _ Cantei!
E as formigas rebate: _ Pois agora dance! E fecham a porta.
Esta fábula foi recontada inúmeras vezes, e recentemente, Monteiro Lobato nos brinda com sua versão, onde após o apelo da cigarra por abrigo e alimento, as formigas respondem amavelmente que abrigarão aquela que cantava enquanto elas trabalhavam e com sua música enchia seus corações de força e alegria para o desempenho de suas tarefas. E convidam a cigarra para se aquecer e alimentar dentro do formigueiro.
Podemos observar a diferença entre as duas narrações, e que após a vinda do Cristo, a fraternidade e a solidariedade encontraram seu espaço em uma narrativa.
Mas não há erro em uma e acerto na outra. Enquanto um estimulava o trabalho, o cultivo da inteligência como alavanca do progresso, muito necessários a mais de dois mil anos atrás; o outro nos mostra a importância da caridade, o cultivo das virtudes, o desapego aos bens materiais, como no texto de referência " A verdadeira propriedade".
Precisamos muito uns dos outros para progredirmos; quantas vezes não somos amparados,
orientados, curados, auxiliados, de maneiras tão discretas que nem nos damos conta?!
Nos auxiliamos mutuamente, somos todos integrantes da grande orquestra da vida!
E assim vamos cultivando boas sementes em nossos corações, e quando partirmos desta vida, levaremos as mãos cheias de bens. Não os materiais, que ficam na Terra, mas os bens do coração.
De que nos adiantaria, fazer como a formiga, ter abrigo, mesa farta, mas ter o coração vazio de amor?!
Só abastecer-se de alimentos para o corpo e não para a alma?!
O espírito Pascal nos faz um convite, para adquirirmos mais bens imperecíveis.
Cultivando a inteligência: trabalhando, estudando, aprendendo coisas novas.
E cultivando os bens morais: fazendo o bem em todas as oportunidades possíveis.
Contribuindo com o Progresso, com a Paz, com o Amor e com Jesus.

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